Sobradinho: Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social lança campanha contra a violência doméstica neste período de pandemia

A campanha tem como objetivo sensibilizar a população sobre a necessidade da denúncia, como forma de proteção às mulheres que estão sofrendo violência neste período de isolamento social.

“Estamos atentos e pedimos às mulheres que não se calem e denunciem. O apelo se estende aos vizinhos, aos familiares, a comunidade em geral, para que denunciem, caso tomem conhecimento de que alguma mulher esteja sendo vítima de algum tipo de violência doméstica”, destacou a Coordenadora do CREAS, Naiara Almeida.

No Brasil, segundo a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o número de casos de violência doméstica contra a mulher tem aumentado drasticamente desde o início da pandemia.

Especialistas da Secretaria de Política para Mulheres da Bahia, destacam que fatores como a coexistência domiciliar forçada, o estresse econômico e os temores sobre o coronavírus, geraram um crescimento de mais de 50% no número de denúncias de violência doméstica.

“A pandemia potencializou as situações de vulnerabilidade da mulher, as agressões físicas e psicológicas realizadas pelos parceiros. O registro no aumento de denúncias evidencia isso, mas devido as sub-notificações esses números são ainda maiores”, complementou Naiara Almeida.

A campanha visa despertar sobre a importância da denúncia e o comprometimento de toda a sociedade no combate a violência contra a mulher, além de disponibilizar apoio psicológico e jurídico para as vítimas.

“Devido a quarentena, momento em que as pessoas estão sendo obrigadas a permanecerem juntas em casa, muitas mulheres podem estar tendo que conviver com seus agressores, e são a essas mulheres que estendemos as mãos e oferecemos apoio médico, emocional e jurídico. Toda a equipe do CREAS está pronta para acolher, orientar e acompanhar cada mulher que viva em situação de violência e violação de seus direitos. Temos desde assistentes sociais até advogados que ficam à disposição para as atendê-las. Por isso, mulheres, não se calem, denunciem. Somente a denúncia pode diminuir essa prática e punir os seus agressores”, complementou a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Fernanda de Cassia.

Ascom