Equipe de Vigilância Epidemiológica participa de capacitação para o combate a Hanseníase, em Salvador

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Coordenação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, participou do Encontro Estadual de Hanseníase que aconteceu entre os dias 9 e 11 de julho, em Salvador.

O evento foi organizado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), e teve o objetivo de abrir uma discussão junto aos representantes dos municípios sobre estratégias para o enfrentamento da hanseníase no estado.

Além da presença dos profissionais da área de saúde dos municípios baianos, o evento também contou com a participação dos representantes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, do Instituto Couto Maia, dos Núcleos Regionais de Saúde e do Ministério da Saúde.

Segundo dados da SESAB, nos últimos 10 anos, foram notificados quase 30 mil casos de hanseníase no Estado da Bahia. Aproximadamente duas mil crianças e adolescentes receberam o diagnóstico positivo para a doença, tendo sido exatos 115 novos casos registrados somente no último ano.

De acordo com Clarissa Gracia, enfermeira e coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiologia de Sobradinho, devido ao seu alto poder incapacitante a hanseníase se torna uma doença muito complexa.

“Infelizmente estamos muito longe da erradicação da doença. No ranking mundial ocupamos a segunda colocação entre os países com maior nível de incidência. São esses dados que despertam a preocupação da SMS e da gestão pública do município em enviar os profissionais para eventos como esse, que garantem uma capacitação para o combate e tratamento da hanseníase, em Sobradinho”, esclareceu Clarissa.

A hanseníase, antigamente conhecida como Lepra, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium lepra. Embora ela seja uma doença basicamente cutânea, que se manifesta através de manchas e caroços na pele, a hanseníase também pode afetar os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos.

“É importantíssimo ressaltar que a hanseníase tem cura, por isso jamais devemos estigmatizar a doença e tratar de modo discriminatório os portadores. Nós, do núcleo de Vigilância Epidemiológica, também contamos com o apoio da Atenção Básica para a identificação dos doentes, pois são os agentes de saúde, os primeiros a fazerem a busca ativa de casos suspeitos de diagnóstico. Eles têm um papel fundamental para as práticas da vigilância”, concluiu Clarissa Gracia.

O Ministério da Saúde, através do SUS e das secretarias municipais de saúde, oferece gratuitamente a medicação necessária para o tratamento e erradicação da hanseníase.

Ascom PMS

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